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Caoa Changan mal lançou CS75 e já esconde o híbrido nas ruas

SUV voltou a aparecer camuflado mesmo depois do lançamento em possível versão PHEV do CS55

5 min de leitura

A Caoa Changan já lançou três SUVs no Brasil em 2026, mas ainda não terminou de mexer na gama. Depois do UNI-T, CS75 e, mais recentemente, CS55, outro carro camuflado voltou a aparecer em testes. Só que, desta vez, o modelo não é exatamente uma novidade: estamos falando novamente do CS75. Entretanto, estamos diante da versão híbrida do SUV médio. 

Afinal, o SUV já foi lançado em junho, é produzido em Anápolis (GO) e roda normalmente sem qualquer disfarce. Portanto, não haveria muito sentido em esconder novamente um carro que já está nas concessionárias se não existisse alguma mudança sendo testada.

A principal hipótese é de que o protótipo seja uma versão eletrificada do Caoa Changan CS75, muito provavelmente híbrida plug-in. Isso porque o Auto+ já havia apurado, ainda em março, que a fabricante pretendia trazer justamente uma configuração PHEV do SUV em um segundo momento. 

CS75 híbrido já estava nos planos

Caoa Changan CS75 em movimento na cor cinza
Caoa Changan CS75 [Divulgação]

Durante uma viagem à China, o Auto+ junto com o Auto Esporte apurou com Wenting Lu, gerente de produto da divisão brasileira, a intenção de trazer o CS75 PHEV ao Brasil em uma segunda etapa. A estratégia brasileira, primeiro, era começar por modelos flex convencionais e, depois com o carro já estabelecido, entraria uma versão híbrida plug-in.   

Neste caso, é exatamente o que vem acontecendo. O Caoa Changan CS75 estreou em junho na versão Infinity por R$ 199.990. Desde então, inclusive, já apareceu em ofertas por R$ 179.990. Além disso, trouxe a  mecânica conhecida do UNI-T com o motor 1.5 TGDI BlueCore flex de quatro cilindros de 180 cv e 29,2 kgfm, ligados ao câmbio automático Aisin de oito marchas.

CS55 pode entregar boa parte da receita

Caoa Changan CS75 em movimento na cor cinza
Caoa Changan CS75 [Divulgação]

E hoje ficou ainda mais fácil imaginar como poderia ser um CS75 PHEV brasileiro, porque a Caoa Changan lançou também o CS55 Ultra PHEV flex. O irmão menor, importado da China, estreou por R$ 189.990 e trouxe uma tecnologia importante não apenas para ele, mas para os próximos passos da fabricante.

Afinal, a Caoa trabalhou durante cerca de 24 meses com engenheiros brasileiros e chineses para transformar o sistema híbrido plug-in da Changan em flex. Nesse caso, é o que podemos ver em próximos modelos da gama. Aí, o motor 1.5 turbo flex trabalha junto de um propulsor elétrico e de uma transmissão DHT dedicada ao sistema híbrido. O resultado são 286 cv e 47 kgfm de torque combinados.

Flagra Changan CS75 camuflado em São Paulo
Flagra Changan CS75 [Auto+/Luiz Forelli]

Além disso, uma bateria de 18,4 kWh permite ao CS55 percorrer 76 km apenas com eletricidade, segundo o Inmetro. Com bateria carregada e tanque cheio, a fabricante fala em até 1.200 km de autonomia total. Assim, existe uma solução pronta dentro de casa.

Com isso, pode ser que a fabricante chinesa junto a Caoa pegue o que temos no CS55 e faça leves adaptações devido ao porte maior e mais pesado, tendo que ter necessidades diferentes de calibrações. Mas com a tecnologia flex, o gerenciamento eletrônico e boa parte do desenvolvimento necessário para colocar um PHEV desse tipo no Brasil já existem.

Na China, CS75 já conhece a eletrificação

Flagra Changan CS75 camuflado em São Paulo
Flagra Changan CS75 [Auto+/Luiz Forelli]

Aliás, eletrificar o CS75 também não seria um bicho de sete cabeças. A família do SUV já teve versões híbridas plug-in na China também com o motor 1.5 turbo e bateria de 18,4 kWh. Naquele caso, o SUV médio entregava 312 cv 33,6 kgfm de torque. 

Só o próprio CS55 brasileiro não repetiu a ficha técnica chinesa, já que recebeu desenvolvimento específico para funcionar com gasolina e etanol. Portanto, caso o CS75 PHEV realmente esteja sendo preparado para o Brasil, devemos ver potência e torque semelhante ao CS55. 

Mas ele também pode ser híbrido sem tomada?

Caoa Changan CS75 estático na cor cinza
Caoa Changan CS75 [Divulgação]

Existe, contudo, uma segunda possibilidade. Neste ano, a Changan também apresentou na China uma configuração híbrida plena do CS75 Plus. Nesse caso, entra uma bateria pequena de 1,7 kWh e sem necessidade de recarga externa. A solução combina um 1.5 turbo que pode fazer até 28 km/l, segundo dados da China. 

A eletrificação também resolveria a questão da concorrência eletrificada atualmente no Brasil. O SUV tem tamanho, acabamento e equipamentos para enfrentar modelos maiores. Entretanto, seus principais rivais chineses já apostam fortemente em algum nível de eletrificação.

Caoa Changan CS75 [Divulgação]

Com uma versão PHEV, a Caoa Changan conseguiria colocar o CS75 de frente com BYD Song Plus, GWM Haval H6, Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, Jetour S06, entre outros. O CS75 mede 4,77 metros de comprimento, 1,91 m de largura, 1,70 m de altura e 2,80 m de distância entre os eixos. 

Por dentro, provavelmente pouca coisa precisaria mudar caso a eletrificação seja confirmada. A versão Infinity já reúne 37,2 polegadas de telas divididas em três displays. O quadro digital mede 10,3 polegadas, a multimídia tem 14,6” e o passageiro dianteiro recebe outra tela de 12,3”. 

Caoa Changan CS75 interior
Caoa Changan CS75 [Divulgação]

Além disso, aparecem bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, teto panorâmico e sistema de som Pioneer com 14 alto-falantes.  O pacote de segurança também já oferece seis airbags, ACC, frenagem autônoma de emergência, centralização em faixa, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado e câmeras com visão de 540 graus. 

Pode ficar para 2027

Por enquanto, a Caoa Changan não confirma que o carro flagrado seja um CS75 híbrido e tampouco anunciou uma data para uma nova versão. Contudo, olhando para o cronograma, 2027 parece ser a janela mais lógica.

E você, compraria um CS575? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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